A protecção do ambiente é um dos
temas mais debatidos nos nossos dias sem, no entanto, surgirem medidas eficazes
para travar a destruição da qualidade do nosso ambiente, o que implicará, num
futuro não tão longínquo quanto isso, a destruição da vida na Terra.
Se nos quisermos
lembrar do que era o nosso equilíbrio ambiental de há 30 ou 40 anos atrás, não
será difícil chegarmos à conclusão de que as alterações na atmosfera terrestre
estão num processo de grande aceleração.
E não estamos a
falar de filmes de ficção científica dos anos 80 do século passado, que todos
nós conhecemos, mas do que nós sentimos todos os dias.
Estamos a falar
da qualidade da água, essencial à vida.
Estamos a falar
da qualidade do ar que respiramos.
Estamos a falar
na proliferação de doenças alérgicas e outras, cada vez mais difíceis de
controlar.
Estamos a falar
do sol que provoca estragos nunca dantes vistos na nossa pele, nos nossos
olhos, na agricultura, e em toda a fauna e flora.
É por demais
sabido que a ‘culpa’ de tudo isto é das indústrias, é dos automóveis, é das
experiências nucleares, etc., etc..
Tudo isto é
verdade, como tão verdade é que, até hoje, os estados não quiseram pôr a
qualidade de vida dos povos à frente dos grandes interesses económicos.
Por mais
cimeiras que se façam, por mais decisões que se tomem nessas cimeiras, nada
fará sentido se não houver vontade de pôr em prática essas decisões.
De que nos serve
a decisão dos estados de diminuir drasticamente a emissão de gases industriais,
se esses mesmos estados não implementarem essa decisão?
E é o que tem
acontecido. Porque não se pode afrontar o poder económico, mesmo que isso custe
a vida de todos nós, a vida do Planeta.
Às vezes
pergunto-me se as pessoas que lideram o poder económico e político – sim, são
pessoas, não acham? – se pensam que conseguem existir, sobreviver sozinhas,
rodeadas dos seus poderes, quando já não houver água potável, nem capacidade de
produzir alimentação.
Ou estaremos a
criar gerações de mutantes?
Sem comentários:
Enviar um comentário