quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Seremos Mutantes? Ou o preço da industrialização desenfreada e sem controlo

A protecção do ambiente é um dos temas mais debatidos nos nossos dias sem, no entanto, surgirem medidas eficazes para travar a destruição da qualidade do nosso ambiente, o que implicará, num futuro não tão longínquo quanto isso, a destruição da vida na Terra.
Se nos quisermos lembrar do que era o nosso equilíbrio ambiental de há 30 ou 40 anos atrás, não será difícil chegarmos à conclusão de que as alterações na atmosfera terrestre estão num processo de grande aceleração.
E não estamos a falar de filmes de ficção científica dos anos 80 do século passado, que todos nós conhecemos, mas do que nós sentimos todos os dias.
Estamos a falar da qualidade da água, essencial à vida.
Estamos a falar da qualidade do ar que respiramos.
Estamos a falar na proliferação de doenças alérgicas e outras, cada vez mais difíceis de controlar.
Estamos a falar do sol que provoca estragos nunca dantes vistos na nossa pele, nos nossos olhos, na agricultura, e em toda a fauna e flora.
É por demais sabido que a ‘culpa’ de tudo isto é das indústrias, é dos automóveis, é das experiências nucleares, etc., etc..
Tudo isto é verdade, como tão verdade é que, até hoje, os estados não quiseram pôr a qualidade de vida dos povos à frente dos grandes interesses económicos.
Por mais cimeiras que se façam, por mais decisões que se tomem nessas cimeiras, nada fará sentido se não houver vontade de pôr em prática essas decisões.
De que nos serve a decisão dos estados de diminuir drasticamente a emissão de gases industriais, se esses mesmos estados não implementarem essa decisão?
E é o que tem acontecido. Porque não se pode afrontar o poder económico, mesmo que isso custe a vida de todos nós, a vida do Planeta.
Às vezes pergunto-me se as pessoas que lideram o poder económico e político – sim, são pessoas, não acham? – se pensam que conseguem existir, sobreviver sozinhas, rodeadas dos seus poderes, quando já não houver água potável, nem capacidade de produzir alimentação.

Ou estaremos a criar gerações de mutantes?

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